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Set 25

Testemunhos de dois “Géants”

Pedro e Gonçalo com os vencedores.

Foi no passado sábado, dia 19 de Setembro, que os atletas do Clube Aventura da Madeira Gonçalo Silva e Pedro Alves se tornaram finishers na primeira edição do difícil Tor des Geants, terminado ambos a prova em 145h11m na 148ª e 149ª posição, respectivamente.

VÍDEO DA CHEGADA DOS DOIS ATLETAS

VÍDEO DA ENTREGA DE PRÉMIOS FINISHER (a partir do minuto 7 os dois atletas do CAMadeira)

CLASSIFICAÇÃO FINAL

ÁLBUM PICASA DE GONÇALO

Após os dias de descanso merecidos, fica aqui o testemunho de cada um dos atletas.

PEDRO ALVES :

“Foi no passado dia 12 de Setembro que se iniciou mais um trail, o Tour Des Geants. Se à partida este seria o trail mais longo e com mais desnível em que alguma vez me vi envolvido, o decorrer da prova viria a me ensinar que seria muito mais que isso.
Pelas 10 horas do dia 12 lá estava com o Gonçalo, camarada destas andanças desde sempre. Recordo-me ainda hoje das palavras do speaker que insistiu na máxima de que esta prova para além de um Ultra Trail iria ser também uma aventura.
A prova estava dividida em 7 sectores sendo que no final dos primeiros 6 estava um abastecimento vital com direito a refeição quente, local para descansar, zona de banho, massagem e equipa médica. No final do ultimo sector estava a desejada meta. De referir entre estes grandes abastecimentos, haviam outros, só com líquidos, e outros também com algum abastecimento solido.
Desta forma partimos de Courmayeur na esperança que conseguissemos estar de volta cerca de 6 dias depois.

O primeiro sector foi finalizado em Valgrisenche, onde pudemos comer algo quente e descansar 2 a 3 horas. Este sector serviu imediatamente para mostrar o quanto dura iria ser a prova e o quanto iríamos ter de suportar para conseguir finaliza-la. Foi então mais ou menos traçado o plano de realizar pelo menos um sector, antes de descansar um pouco.

Após o merecido mas reduzido descanso,  partimos para o segundo sector que viria a se revelar muito difícil e complicado para mim, devido a uma dor no tornozelo esquerdo, tendo sido necessário imobilizar esta articulação. Com passagens muito perto e outras acima dos 3000 metros de altitude e terrenos muito técnicos, a chegada a Cogne foi feita de maneira algo apreensiva da minha parte, pois apesar de cumprir 100 km sabia que ainda faltavam cerca de 230, e em piores condições físicas.

Mais uma vez após um curto descanso deu-se a partida para o terceiro sector que ao contrário dos dois anteriores era predominantemente a descer. Após uma ascensão até perto dos 3000, o restante percurso ate Donnas (ponto com menor altitude de toda a prova), decorreu sem grandes precalços. Os 150 km’s estavam alcançados e haviam dois sentimentos opostos, o primeiro de que era possível terminar esta enorme aventura, e o segundo o de que qualquer precalço mais sério poderia por fim a um trajecto onde já tinha sido investido tanto esforço. Nesta base vital foi possível tomar o primeiro banho que serviu também para relaxar os músculos.

Após mais um curto descanso deu-se a partida para cumprir o quarto sector em que seriam cumpridos 36 km’s, que vieram a ser críticos visto na última descida até Gressonay me ter visto impossibilitado de marchar, tendo deambulado até o abastecimento e pondo em questão a continuação na prova. Após exame posterior no controlo tudo indicava que seria um estiramento muscular na zona da tíbia, e que nem sob aplicação de gelo e descanso mostrava querer ceder. Perante este cenário decidi, tentar imobilizar o pé e continuar.

Ainda que com dores, o facto de que o percurso ser em ascensão, ajudou-me pois as dores não eram tão intensas a subir. Desta etapa é de referir as passagens estremamente técnicas por colos, com subidas e descidas altamente inclinadas, contando ainda com planaltos também de difícil progressão e com poucas fitas de sinalização, que ao que parece foram comidas por gado bovino.

O sexto sector apesar levou-nos até  Ollomont onde estava localizado o último abastecimento vital. Num percurso que se mostrou como sempre duro e difícil, consegui alcançar o abastecimento vital e foi altura para mais um curto descanso e então partir para os 50 km’s finais.

Neste último sector fomos informados que seria possível descansar no refugio de Merdeux situado a cerca de 1900 metros de altitude, o que nao aconteceu, estando o controlo situado a cerca de 2300 metros de altitude e alguns kms mais a frente. Até aqui tudo bem, pois mais progresso significava estar mais perto da meta. A grande surpresa foi o facto de o local ser uma vacaria e o para dormir termos uma cozinha sem qualquer condições, sem ser o chão frio de azulejos, o que fez com que nem meia hora depois partisse em direcção ao último grande colo, o Malatrá a cerca de 3000 metros de altitude, tendo este na sua parte final características de uma verdadeira via alpina. Após a transposição desta última grande dificuldade foi realizado o percurso ate o refúgio Bonatti onde tivemos de descansar cerca de uma hora e posteriormente ate o refúgio Bertone, dando-se então a descida ate Courmayeur onde tive de parar e tirar uma foto, a que apelidei de Terra Prometida.

A chegada à meta foi feita juntamente com o Gonçalo e em corrida ligeira, partilhando a bandeira portuguesa. Foi sem dúvida o concluir da mais difícil prova em que me vi envolvido. Foi altura de realmente perceber que esta prova era realmente uma aventura digna de apelidar de gigantes aos seus participantes. Foi também o momento de perceber todo o envolvimento do povo de Valle de Aosta que tanto contribuiu, quer seja ao nível dos voluntários, que deram corpo a esta organização, quer ao nível de todos os que desejavam força e ânimo para que chegássemos a Courmayeur.

Durante alguns dias, semanas ou talvez meses irão ficar marcas físicas deste acontecimento, mas certamente as recordações irão ficar para sempre lembrando-me das grandes dificuldades, mas também do prazer que deu ultrapassá-las, podendo dizer que com orgulho fui FINISHER da primeira edição do TOR DES GEANTS.

PS: Um Agradecimento muito especial ao meu companheiro desta e de muitas outras viagens, com quem felizmente pude partilhar esta jornada. Um grande abraço ao camarada Gonçalo Silva. “

GONÇALO SILVA :

“Dia 12 de Setembro e eu e o Pedro lá estávamos mais uma vez à partida para mais uma aventura, mas esta bem mais difícil que todas as outras, com uma maior incerteza de realmente a conseguirmos ultrapassar! Na minha cabeça só pensava, que só daqui a 6 dias é que ia terminar tudo!! Apesar de apreensivo, estar com o Pedro à partida para este desafio fez-me acreditar mais, pois já fizemos muitos km’s juntos em provas anteriores, provas em que a companhia de um para o outro, foi muito importante para suportar muitas dificuldades que fomos tendo.
Num espectacular ambiente na partida em Courmayeur, partimos num ritmo bem lento pelas ruas cheias de gente a apoiar entusiasticamente os 355 aventureiros. Logo no ínicio vimos como a prova iria ser, pois começamos logo numa longa subida de 1300m de desnível até aos 2571m do Col D’Arp, técnicamente foi uma subida não muito difícil bem como a descida, mas em termos de passagens por Col’s a partir de então foram sempre num terreno muito técnico e inclinações brutais! O primeiro dia fica na memória pelas temperaturas muito frias nos colos, pelo que pelas 17h quando subíamos novamente um difícil col tivemos (bem como os restantes dos atletas) parar para vestir o impermeável, pois o vento era muito forte e sempre debaixo de uma ameaça de chuva, que chegamos mesmo a apanhar na última descida para Valgrisenche, onde era a primeira base vital. Cheguei antes que o Pedro, mas num estado muito débil, fraco e com muito frio… o local era muito pequeno e tratei rapidamente de comer e ir me deitar, pois dificilmente me aguentava em pé. Foi pouco tempo de sono, pois estava com febre e transpirava muito, naquelas duas horas transpirei mais do que o dia inteiro… acordei com o Pedro, completamente estonteado e sem vontade de seguir, valeu a insistência do Pedro!!
Na segunda secção começamos ainda com um ritmo mais lento, pois vimos que o ritmo lento com que começamos no primeiro dia era muito rápido para o nosso objectivo. Este segundo foi muito duro mesmo, não tivemos o descanso esperado e tivemos que ultrapassar três duríssimos Col’s nomeadamente o Col Fenetre de Torrent (2840 m), Col Entrelor (3007 m) e Col Loson (3296m)… sendo estes dois últimos col’s muito técnicos com descidas iniciais de inclinações superiores a 50%, num terreno muito escorregadio e exposto, sendo extremamente proibido cair ali por estarmos sujeitos a uma queda de centenas de metros!! Apesar de ter sido uma secção muito mais difícil que a primeira, aguentamos bem e chegamos ao fim relativamente bem, pois tivemos mais atentos ao ritmo, alimentação e hidratação. Um aspecto negativo nesta secção, foi o de o gráfico de desnível que eu e o Pedro levávamos não corresponder aos colos que íamos fazendo, tendo um colo intermédio não estar representado!! A base vital de Cogne ao km 102 foi muito importante para nós, chegamos com uma boa margem em relação à barreira horária, e podemos então comer muito bem e ter umas boas três horas de sono.
A terceira secção foi mais fácil, saímos bem recuperados e motivados por ser uma secção com pouco desnível a subir, apenas com um ligeira subida aos 2192m do Refúgio Dondena num terreno bem mais suave e depois sempre a descer até aos 300m da localidade de Donnas (km 148)… contudo a descida apesar de não ser muito inclinada, foi muito massacrante para as pernas, especialmente para as articulações. Na descida adiantei-me ao Pedro e cheguei à base vital de Donnas na companhia da Doone, uma simpática atleta do Canadá. Esta base vital também foi muito importante, após um rápido banho e uma boa alimentação dormimos cerca de três horas… contudo estas horas de sono para mim, foram novamente de alguma febre e a garganta a incomodar ligeiramente, mas deu à mesma para descansar bem.
Partimos para a quarta secção ao cair da noite, para variar logo com uma subida, que começou ligeiramente até a uma final secção muito técnica desde o Col Carisey(2124m) passando pelo Refúgio Coda (2224m) até ao Col Marmontana (2348m). Apesar de seguirmos ao mesmo ritmo lento, fomos passando alguns atletas que se notava bem o cansaço e a dificuldade em progredir num terreno assim tão técnico. Por ainda me sentir ligeiramente febril e a garganta me incomodar, esta secção foi muito desgastante  chegando a Gressoney completamente sem energia, tendo feito os último km’s apenas com o pensamento na nova paragem para poder comer e tentar dormir a ver se melhorava. No base vital fiz um tratamento choque para a garganta pedindo para me fazerem um grande copo com sumo de limão com mel de abelhas acompanhado com um antiflamatório a ver se melhorava significativamente.

Consegui partir de Gressoney bem melhor, e o início da pequena secção 36km’s que tinhamos pela frente possibilitava seguir tranquilamente até Valtournenche, contudo depois do Refúgio Alpenzu apanhámos temperaturas bem mais frias e depois do Col de Pinter (2276m) até ao Col de Nannaz (2772m) e a última descida até Valtournenche a técnicidade do terreno teve consequências menos boas no tornozelo esquerdo e a nível muscular nas coxas, tendo sido necessário imobilizar as zonas lesadas com o adesivo elástico que tinha comigo. Nesta descida eu e o Pedro assistimos ao primeiro resgate de um atleta por helicóptero, estava completamente a zero devido ao desgaste que teve durante a noite. Nesta etapa, eu e o Pedro começamos a questionar os km’s percorridos, pois apesar de cansados o nosso ritmo a subir era o mesmo e estávamos sempre a passar por atletas cansados, a subir muito poucas vezes fomos ultrapassados na prova toda, e estávamos a demorar 2 horas a fazer 4 km’s!!!! Dúvida que ficou esclarecida com o meu GPS, liguei durante umas secções entre abastecimentos  e deu 1km a mais no mínino em cada!!
Valtournenche ficou marcada por comermos algo diferente, pela primeira vez em 5 dias comemos arroz. Eu estava bem desgastado, acabando por adormecer mesmo no chão do pavilhão durante 3 horas. Antes de sair foi necessário imobilizar as duas coxas e o tornozelo com a equipa médica.

Saí para esta etapa ainda de dia, o que facilitou a progressão no início, mas conforme a noite foi caíndo o frio foi sendo cada vez maior bem como a dificuldade do terreno. Ao chegar ao segundo abastecimento sou sobrevoado pelo helicóptero, ia resgatar mais um atleta que infelizmente tinha feito uma ruptura parcial do tendão de Aquiles!! A noite foi passada com muita dificuldade, a progressão no terreno era muito lenta e muito perigosa desde a subida ao Col Terray (2775m), passando pelo Col Chaleby e o início da descida do Col Vessonaz (2794m). O frio incomodava bastante, especialmente nas zonas expostas ao forte vento, o que para mim exigia dobrada atenção recorrendo várias vezes a usar a balaclava para tapar a boca e assim proteger a garganta. Valeu nesta secção a proximidade dos refúgios e bivaques, tendo acesso mais rápido a uma bebida quente pois as dos bidões que levávamos estava gelada! Esta secção ficou marcada pelas passagens de montanha mais duras, com descidas muito expostas e escorregadias, a inclinação era enorme e mais uma vez toda a atenção era mínima pois uma queda podia ter consequências muito más!! Para ajudar nesta secção, nalgumas partes onde havia gado a pastar, a sinalização desapareceu completamente devido a ter sido ingerido pelas vacas, a atenção teve que ser maior pois a meio da noite com o corpo extremamente cansado e desejando de dormir a orientação não foi fácil!!
Esta secção ficou ainda marcada por mais uma falha da organização no gráfico de desnível e distâncias que nos diziam. No gráfico não estava um colo representado e a partir do Bivaque Clermont (2700m), passando pelo Col Vessonaz (2794m) até Closé (1456m) a organização no papel dizia 9 km’s… com a descida eu e o Pedro achamos que era muito mais que essa distância e assim foi, um outro atleta com GPS mostrou e indicava 14km em vez de 9!!!! Ele mesmo, também disse que na primeira secção, o GPS marcou 57km’s em vez dos 49 que a organização adiantou!!
Closé ainda não era a base vital, faltava subir o Col Brison para então descer até os 287km’s em Ollomont, mas como estávamos com uma margem confortável em relação a barreira horária e muito desgastados da noite e eu estava pior das coxas, por isso deitei-me para dormir 2 horas com sacos de gelo nas coxas a ver se melhorava. O sono foi rápido e num instante eu e o Pedro, que também dormiu, voltamos aos trilhos em direcção á última base vital em Ollomont.

Este último “grande” descanso fez-nos muito bem, a prioridade foi comer muito bem, mudar de roupa e tratar dos nossos músculos e articulações. Dormi novamente uma hora, com gelo nas coxas e no tornozelo, e voltei a imobilizar tudo de novo antes de sair. Saímos os dois juntos para esta última secção, confiantes no nosso sucesso mas também conscientes que com o nosso estado o surgimento de alguma lesão podia ser bem fácil. Lá seguimos lentamente, descontraídos em relação ás barreiras horárias. Os trilhos em comparação aos anteriores nada tinham a ver, era possível marchar bem rápido e seguir num ligeiro trote, especialmente até Saint Rhemy, mas com o avançar da noite o sono estava a ser cada vez maior… a ideia era dormir apenas 30 minutos para podermos aguentar bem até ao refúgio seguinte a aí dormir umas duas horas. Acabamos por seguir logo de Saint Rhemy e para nossa surpresa o abastecimento seguinte não estava onde era esperado, tivemos que fazer mais uns 3 km’s e subir uns 300m de desnível!! Chegámos a uma enorme vacaria onde afinal era o controle/abastecimento quase no Col de Malatrá, muito cansados e com sono. O refúgio que era suposto ser o controle estava fechado, assim a vacaria foi a solução possível, e para dormir foi no chão de azuleijos bem frio… tentar dormir, pois estava sempre a entrar e sair atletas que tentavam dormir todos ao molhe!! A minha “cama” foi com a manta isotérmica no chão, as calças impermeáveis e ainda o micro-polar apenas para as minhas costas, as pernas ficaram no chão bem frio, o que até estava a saber bem tendo em conta como tinha as coxas. Foi difícil adormecer mas lá consegui, acordei meia-hora depois com o Pedro a dizer que ia arrancar, não conseguia dormir e estava com muito frio, preferia seguir e dormir então no refúgio Bonatti.
Mal sabíamos o que nos esperava, subida final do Col Malatrá (2925m) era bem técnica e perigosa!!! Na noite anterior, os voluntários dos controles disseram que estava a nevar neste colo e que o controle anterior não deixava passar nenhum atleta sozinho, saíam sempre em pares para o fazer… e mal chegamos lá vimos porquê, a subida era quase uma parede vertical com muitas pedras e areão, de bicos de pés e bastões bem fincandos lá fomos subindo e a parte final do Col foi uma secção de rocha com passadiços como uma via ferrata e uns cabos para nos agarrarmos!! Uma outra preocupação foi as pedras, pois com a nossa progressão caíam alguma pedras o que podia magoar seriamente algum atleta atrás de nós.
Depois do Col de Malatrá o trilho era bem fácil até ao refúgio Bonatti, tendo sido o sono novamente a única dificuldade, pelo que ao chegarmos ao refúgio optamos por dormir das horas. Estas horas de descanso foram novamente de ligeira febre e saí do refúgio em direcção a Courmayeur novamente com a garganta a me incomodar! A descida foi lenta, a prova estava feita não valia a pena entrar em locuras e fazer uma lesão desnecessária, apenas a descida do Refúgio de Bertone exigia alguma atenção… a meio da descida, tinhámos uns amigos à nossa espera e que nos seguiram até a meta, companhia esta que serviu de analgésico, pois as dores passaram quase por completo!!

Com uma bandeira de Portugal, eu e o Pedro cortamos a meta em Courmayeur 145 horas depois, sem dúvida a chegada desportiva que mais significado teve para nós! Para trás ficaram muitas incertezas, muitas dores, pouco sono, mas em compensação tivemos uma enorme atenção e carinho por todos os voluntários em todos os controlos, e acima de tudo uma enorme camaradagem entre todos os atletas, nesta prova ninguém foi mais que outros, fomos todos iguais, dependíamos da companhia e força de uns dos outros… após terminar a prova ao vermo-nos uns aos outros, os sorrisos eram enormes e os abraços bem fortes pelas lembranças dos momentos de dificuldade que foram suavizados por essa companhia. Companhia muito importante, foi mais uma vez, a do camarada Pedro Alves… um grande atleta com quem tenho o orgulho de partilhar grandes momentos da minha vida!

Para terminar, queria dedicar esta prova á minha irmã Dalila como prometido, a minha fã número um que mesmo bem distante  acompanha sempre todos os km’s que vou avançando… e também agradecer a todos os amigos que nos enviaram sms’s de apoio durante a prova, lê-las nas bases vitais foram uma força extra para voltar a sair, bem como o acompanhamento que tivemos no Facebook conforme podemos ver depois da prova… a todos um muito obrigado, foram parte disto também!!”